Um centro de instrução da Marinha foi alvo de traficantes, no Rio de Janeiro.
De um lado a portaria do crime, do outro, a guarita do quartel da Marinha, a uma rua de distância, menos de dez metros. O flagrante é do Globocop, na manhã desta quarta-feira (6). A favela Kelson’s, na Penha, Zona Norte do Rio, é dominada por traficantes. A entrada principal é guardada por dois criminosos. Um homem, que estava atrás de uma barricada, segurava um fuzil.
Apenas um muro separa os dois do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, onde estudam centenas recrutas. O centro diz que forma praças para o exercício, na paz e na guerra, das funções previstas nas Organizações Militares da Marinha. Mas o absurdo da imagem vai além do que se vê.
Militares contaram que, em janeiro, um criminoso sentou no muro que separa o quartel da favela e, armado com uma pistola, ordenou que quase 500 recrutas parassem a atividade física, porque o barulho estava incomodando. Também há relatos de que criminosos atiraram contra o Centro de Instrução.
As informações estão num Inquérito da Marinha que investiga os episódios e deve ser concluído até o fim de fevereiro. O G1, o portal de notícia da Globo, teve acesso ao documento. No dia 24 de janeiro foram pelo menos três disparos direcionados para o interior do Centro de Instrução. O instrutor e os alunos correram em busca de abrigo. Os tiros atingiram o gramado próximo à tropa e foram efetuados por um homem apoiado no muro. No mesmo dia, dois tiros atingiram o ambulatório naval. Um dos disparos passou a 30 centímetros de um cilindro de oxigênio, atingindo um leito de emergência. Ninguém ficou ferido.
Os militares também relatam que perceberam maior quantidade de armamento e grau elevado de agressividade dos bandidos, que realizam disparos a esmo ou para qualquer ponto que interpretem como ameaça.
Os ataques atingem justamente uma das forças convocadas para ajudar na segurança pública do Rio. Marinha, Exército e Aeronáutica participam de operações com as policiais do estado há seis meses.
“Colocamos o Exército para fazer tudo o que está fazendo, junto com Marinha e Aeronáutica. Fizemos o bloqueio terrestre e vamos fazer o bloqueio marítimo e depois vamos fazer um bloqueio relacionado a toda a parte aérea”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann em 31 de janeiro de 2018.
Nesta terça (6), o ministro da defesa não atendeu ao pedido de entrevista do JN.
A matéria completa é do portal G1, da Globo, neste link.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Rondon: Inventários do Brasil, 1900 - 1930
Organizado pelas historiadoras Lorelai Kury e Magali Romero Sá, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), editado por Andrea Jakobsson Estúdio, o livro Rondon: Inventários do Brasil, 1900 – 1930 fornece um panorama geral da Comissão Rondon a partir de textos assinados por dez especialistas em diversas áreas do conhecimento, acompanhados de fartas ilustrações, incluindo o valioso acervo fotográfico realizado no período, bem como manuscritos, cadernetas de campo, mapas, aquarelas e etc.
Sob a designação Comissão Rondon, costuma-se reunir as viagens e atividades realizadas por militares brasileiros do setor de engenharia e construção do exército, entre 1900 e 1930, no âmbito dos trabalhos das comissões telegráficas de Mato Grosso (1900-1906) e de Mato Grosso ao Amazonas (CLTEMTA, 1907-1915), incluindo a administração das estações e conservação das linhas; a preparação de relatórios e a criação do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPILTN; as viagens de levantamento e exploração científica de rios, cujo material seria utilizado para a confecção de uma Carta do Estado de Mato Grosso; e, finalmente, a realização dos serviços de Inspeção de Fronteiras aos quais Cândido Mariano da Silva Rondon, o comandante militar da CLTEMTA, dedicou-se de 1927 a 1930.
Mais informações na página da FIOCRUZ.
Sob a designação Comissão Rondon, costuma-se reunir as viagens e atividades realizadas por militares brasileiros do setor de engenharia e construção do exército, entre 1900 e 1930, no âmbito dos trabalhos das comissões telegráficas de Mato Grosso (1900-1906) e de Mato Grosso ao Amazonas (CLTEMTA, 1907-1915), incluindo a administração das estações e conservação das linhas; a preparação de relatórios e a criação do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPILTN; as viagens de levantamento e exploração científica de rios, cujo material seria utilizado para a confecção de uma Carta do Estado de Mato Grosso; e, finalmente, a realização dos serviços de Inspeção de Fronteiras aos quais Cândido Mariano da Silva Rondon, o comandante militar da CLTEMTA, dedicou-se de 1927 a 1930.
Mais informações na página da FIOCRUZ.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
TRF4 mantém condenação e aumenta a pena de Lula
Terminado o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula, contra a condenação pelo juiz Sérgio Moro, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do Triplex de Guarujá, a 8ª Turma do TRF/4, composta pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, decidiu, por unanimidade, manter a condenação anterior e aumentar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado. A situação do ex-presidente complicou-se ainda mais.
Cmt do EB comenta a situação política do país
O comandante do Exército Brasileiro, General-de-Exército Eduardo Villas Bôas, afirmou que uma intervenção militar no país seria um retrocesso, embora, ainda segundo o general, uma pesquisa de opinião aponte que 43% da população apoie a ideia.
“Interpreto também aí uma identificação da sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam, manifestam e representam”, completou. Isso é um termômetro da gravidade do problema que estamos vivendo no País. Uma intervenção militar seria um enorme retrocesso hoje, mas interpreto aí alguma identificação da sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam”, afirmou Villas Bôas, em palestra durante o seminário “Brasil: Imperativo renascer”, promovido pela Insight Comunicação.
Sem citar as eleições de 2018, o comandante do Exército disse, em momento anterior da palestra, que esses valores estão se perdendo e que a sociedade brasileira corre o risco de uma fragmentação. “Se não uma fragmentação territorial, já está a caminho uma fragmentação social”, disse Villas Bôas na palestra.
Fonte: defesanet.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Orbis Universalis, 1512 - Hieronimi Mari
Publicado por Paulo Roberto de Almeida no Blog Diplomatizzando.
Este é o primeiro mapa conhecido em que o nome Brasil aparece para designar a América Lusitana. O norte está em cima.
Confeccionado em pergaminho iluminado, em 1511, em Veneza, pelo cartógrafo Jerônimo Marini. O original está no Ministério das Relações Exteriores. Foi adquirido, em 1912, pelo, então, ministro Lauro Müller (1863-1929), em um leilão da Libreria Antiquaria Pio Luzzietti, situada na Piazza Crociferi, em Roma, uma tradicional biblioteca italiana que fazia leilões de antiguidades desde o final do século 19.
O título do planisfério, em latim, é Orbis Typus Universalis Tabula. Sua autoria é identificada ao lado do título, como Hieronimi Mari fecit Venetia MDXI. Não se conhece outras informações sobre esse cartógrafo. Esse mapa era praticamente desconhecido antes do leilão. Seu nome, Jerônimo Marini, é deduzido da forma latinizada, publicada pelo autor, como Hieronimi Mari.
A América do Norte é a Nova Índia, pois até poucos anos antes, sua grande dimensão era desconhecida. Jerusalém está no centro do mundo. Note que o autor ainda acreditava que o Brasil era parte da costa oriental da Ásia. Para ele a América ainda não existia, nem o Oceano Pacífico. Por volta dessa época, a Austrália estava começando a ser conhecida com sua real localização no Globo e grandes dimensões. Alguns cartógrafos chegaram a confundir o Brasil com a Austrália.
Este mapa é mais uma prova de que o entendimento de que existia um Novo Mundo, entre a Ásia e a Europa, demorou a ser assimilado por muitos acadêmicos. Ambos, Colombo e Cabral, acreditaram terem aportado em uma das ilhas que apareciam próximas da costa oriental da Ásia, nos mapas da época.
Outro texto sobre o mesmo mapa.
Orbis Universalis, 1512
O mapa-múndi do veneziano Jerônimo Marini, de 1512, é a primeira carta onde aparece o nome Brasil para designar as terras até então conhecidas como de Vera Cruz, Santa Cruz, dos papagaios ou "del brazille". Desenhado em pergaminho, é um dos poucos mapas manuscritos do início do século XVI hoje existentes. Está de cabeça para baixo, pois, por influência dos costumes árabes, ele é orientado pelo sul. A Palestina, onde há um presépio, é colocada no centro da Terra, conforme a tradição medieval. O mapa apresenta os defeitos da época, como a representação errada da Inglaterra. Por outro lado, é inovador quanto à colocação mais exata da Escandinávia e da península de Malaca. A obra de Marini, cujo original está na Libreria Antiquari Pio Luzzeti, em Roma, é de grande importância na história geral da cartografia, pois documenta uma concepção veneziana do mundo que estava sendo descoberto. O Equador, embora passando ao sul de Gibraltar, corta o Mediterrâneo, ainda considerado, como na Idade Média, o eixo das terras habitadas. É também característica veneziana a presença maciça das regiões asiáticas, pólo de atração da época. Da América, vê-se apenas a costa oriental, com destaque para o Brasil. Em torno do mapa estão alegorias representando o Sol, a Lua, as estrelas e os ventos. Nos extremos oriental e ocidental, duas esfinges simbolizam os mistérios do mundo, que só mais tarde Fernão de Magalhães decifraria.
Reprodução do fac-símile outrora guardado na mapoteca do Ministério das relações Exteriores, situada no Rio de Janeiro, hoje no gabinete do Ministro das Relações Exteriores, em Brasília.
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