segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Criação do Ministério da Segurança
O presidente Michel Temer decidiu pela criação do Ministério da Segurança, como forma de centralizar a coordenação das forças de segurança federais (PF, PRF e FNS), o Sistema Penitenciário Nacional e a Secretaria de Segurança Pública. Na ocasião, ele convidou Raul Jungmann, atual Ministro da Defesa, para dirigir a nova pasta. Com a mudança, o Ministério da Defesa será comandado interinamente pelo Gen Ex Joaquim Silva e Luna, atual Secretário Geral da Defesa.
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Intervenção no Rio de Janeiro
O presidente Michel Temer decretou, em 16/02/2018, uma intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Como interventor, foi nomeado o Gen Ex Walter Souza Braga Netto.
Sobre a medida, o jornalista J. R. Guzzo escreveu texto fundamental no portal da revista VEJA, de onde copio e colo, aqui, o parágrafo final: "A jornalista Dora Kramer, na sua coluna da última edição de VEJA, escreveu o que está para ser dito há muito tempo e ninguém diz: a cidade do Rio de Janeiro vive, hoje em dia, como se estivesse ocupada por uma tropa de invasão nazista. Nem mais nem menos. Um invasor do país tem de ser combatido com guerra, e não com decretos, criação de “ministérios de segurança” e a intervenção de um Exército que é mandado à frente de combate com as mãos amarradas. Não tem estratégia clara. Não tem missão definida. Não tem a proteção da lei. Não tem o direito de usar suas armas dentro da finalidade para a qual elas foram projetadas e construídas. Não tem meios adequados sequer para proteger os seus próprios soldados ─ muito menos, então, para atacar o inimigo. Enquanto for assim, o Rio continuará entregue aos invasores."
Sobre a medida, o jornalista J. R. Guzzo escreveu texto fundamental no portal da revista VEJA, de onde copio e colo, aqui, o parágrafo final: "A jornalista Dora Kramer, na sua coluna da última edição de VEJA, escreveu o que está para ser dito há muito tempo e ninguém diz: a cidade do Rio de Janeiro vive, hoje em dia, como se estivesse ocupada por uma tropa de invasão nazista. Nem mais nem menos. Um invasor do país tem de ser combatido com guerra, e não com decretos, criação de “ministérios de segurança” e a intervenção de um Exército que é mandado à frente de combate com as mãos amarradas. Não tem estratégia clara. Não tem missão definida. Não tem a proteção da lei. Não tem o direito de usar suas armas dentro da finalidade para a qual elas foram projetadas e construídas. Não tem meios adequados sequer para proteger os seus próprios soldados ─ muito menos, então, para atacar o inimigo. Enquanto for assim, o Rio continuará entregue aos invasores."
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
App do Exército Brasileiro
Exército Brasileiro desenvolve aplicativo para dispositivos móveis, rodando sistemas Android ou iOS.
Para efetuar o 'download', acesse esta página do portal do EB.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Traficantes disparam contra Quartel da Marinha
Um centro de instrução da Marinha foi alvo de traficantes, no Rio de Janeiro.
De um lado a portaria do crime, do outro, a guarita do quartel da Marinha, a uma rua de distância, menos de dez metros. O flagrante é do Globocop, na manhã desta quarta-feira (6). A favela Kelson’s, na Penha, Zona Norte do Rio, é dominada por traficantes. A entrada principal é guardada por dois criminosos. Um homem, que estava atrás de uma barricada, segurava um fuzil.
Apenas um muro separa os dois do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, onde estudam centenas recrutas. O centro diz que forma praças para o exercício, na paz e na guerra, das funções previstas nas Organizações Militares da Marinha. Mas o absurdo da imagem vai além do que se vê.
Militares contaram que, em janeiro, um criminoso sentou no muro que separa o quartel da favela e, armado com uma pistola, ordenou que quase 500 recrutas parassem a atividade física, porque o barulho estava incomodando. Também há relatos de que criminosos atiraram contra o Centro de Instrução.
As informações estão num Inquérito da Marinha que investiga os episódios e deve ser concluído até o fim de fevereiro. O G1, o portal de notícia da Globo, teve acesso ao documento. No dia 24 de janeiro foram pelo menos três disparos direcionados para o interior do Centro de Instrução. O instrutor e os alunos correram em busca de abrigo. Os tiros atingiram o gramado próximo à tropa e foram efetuados por um homem apoiado no muro. No mesmo dia, dois tiros atingiram o ambulatório naval. Um dos disparos passou a 30 centímetros de um cilindro de oxigênio, atingindo um leito de emergência. Ninguém ficou ferido.
Os militares também relatam que perceberam maior quantidade de armamento e grau elevado de agressividade dos bandidos, que realizam disparos a esmo ou para qualquer ponto que interpretem como ameaça.
Os ataques atingem justamente uma das forças convocadas para ajudar na segurança pública do Rio. Marinha, Exército e Aeronáutica participam de operações com as policiais do estado há seis meses.
“Colocamos o Exército para fazer tudo o que está fazendo, junto com Marinha e Aeronáutica. Fizemos o bloqueio terrestre e vamos fazer o bloqueio marítimo e depois vamos fazer um bloqueio relacionado a toda a parte aérea”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann em 31 de janeiro de 2018.
Nesta terça (6), o ministro da defesa não atendeu ao pedido de entrevista do JN.
A matéria completa é do portal G1, da Globo, neste link.
De um lado a portaria do crime, do outro, a guarita do quartel da Marinha, a uma rua de distância, menos de dez metros. O flagrante é do Globocop, na manhã desta quarta-feira (6). A favela Kelson’s, na Penha, Zona Norte do Rio, é dominada por traficantes. A entrada principal é guardada por dois criminosos. Um homem, que estava atrás de uma barricada, segurava um fuzil.
Apenas um muro separa os dois do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, onde estudam centenas recrutas. O centro diz que forma praças para o exercício, na paz e na guerra, das funções previstas nas Organizações Militares da Marinha. Mas o absurdo da imagem vai além do que se vê.
Militares contaram que, em janeiro, um criminoso sentou no muro que separa o quartel da favela e, armado com uma pistola, ordenou que quase 500 recrutas parassem a atividade física, porque o barulho estava incomodando. Também há relatos de que criminosos atiraram contra o Centro de Instrução.
As informações estão num Inquérito da Marinha que investiga os episódios e deve ser concluído até o fim de fevereiro. O G1, o portal de notícia da Globo, teve acesso ao documento. No dia 24 de janeiro foram pelo menos três disparos direcionados para o interior do Centro de Instrução. O instrutor e os alunos correram em busca de abrigo. Os tiros atingiram o gramado próximo à tropa e foram efetuados por um homem apoiado no muro. No mesmo dia, dois tiros atingiram o ambulatório naval. Um dos disparos passou a 30 centímetros de um cilindro de oxigênio, atingindo um leito de emergência. Ninguém ficou ferido.
Os militares também relatam que perceberam maior quantidade de armamento e grau elevado de agressividade dos bandidos, que realizam disparos a esmo ou para qualquer ponto que interpretem como ameaça.
Os ataques atingem justamente uma das forças convocadas para ajudar na segurança pública do Rio. Marinha, Exército e Aeronáutica participam de operações com as policiais do estado há seis meses.
“Colocamos o Exército para fazer tudo o que está fazendo, junto com Marinha e Aeronáutica. Fizemos o bloqueio terrestre e vamos fazer o bloqueio marítimo e depois vamos fazer um bloqueio relacionado a toda a parte aérea”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann em 31 de janeiro de 2018.
Nesta terça (6), o ministro da defesa não atendeu ao pedido de entrevista do JN.
A matéria completa é do portal G1, da Globo, neste link.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Joia da Coroa
Autor: Alexandre Garcia, publicado no Blog do Exército Brasileiro
O último Ministro do Exército e ex-comandante da Força Terrestre, General Gleuber Vieira, hoje na reserva, me disse o outro dia que o Ensino é a joia da coroa do Exército. Deduzo que graças a esse ensino que dá conhecimento e formação, a Instituição não se afeta pelas turbulências políticas e sociais do país e muito menos pela decadência moral que nos destrói. Um ensino sempre atualizado, moderno e firme, com princípios e disciplina – que, aliás, é condição para êxito em qualquer atividade humana.
Esse espírito está presente, entre outros e além dos quartéis, nos colégios militares, na preparatória de Campinas, na Academia Militar das Agulhas Negras, nos institutos como o Militar de Engenharia, o CEP(Centro de Estudos de Pessoal), as escolas de sargentos, a de Saúde, a de Administração, a de Aperfeiçoamento de Oficiais, a de Comando e Estado-maior, a Escola Superior de Guerra. Outro dia visitei a AMAN e fiquei encantado. Escolas de ponta e de excelência na formação. Basta ver os resultados das avaliações em escolas públicas; os jovens dos colégios militares estão sempre à frente. O mérito está presente sempre. Quem chega ao topo da carreira é porque é muito bom.
Isso se passa no mesmo Brasil que tem escolas públicas quase abandonadas, desde a municipal do ensino básico até a universidade federal – e a droga presente em todo currículo, tão atuante quanto a militância política-partidária docente. Os resultados, em geral, são sofríveis e medíocres. Pesquisa recente do Movimento Todos pela Educação, entre o ensino médio, com jovens de 15 a 19 anos, mostrou que a maior preocupação dos alunos não é estudar, como se espera, mas com segurança: 85,2% dos entrevistados responderam que a aspiração deles na escola é ter segurança. Com 81,3% das respostas, outro atributo relevante na escola é ter professores sempre presentes.
Segurança e professor presente é algo óbvio e uma necessidade inexistente no ensino militar brasileiro. Ou na escola pública do Uruguai, do Chile, de Portugal, só para citar alguns próximos na geografia e na cultura. A diferença acontece no mesmo país, com o mesmo povo brasileiro. Por que não é possível que o ensino público civil tenha as mesmas características do ensino público militar? Falta de vontade? Falta de percepção, preguiça, ou intuito deliberado de não combater a ignorância para convencer mais facilmente o eleitor? Se o ensino fosse a joia da coroa do Brasil, seríamos um país com o mesmo cerne da instituição militar, a mesma força moral. O índice de confiança da Fundação Getúlio Vargas aponta as Forças Armadas em primeiro lugar. Será por quê? A resposta é: o Ensino que as forma.
O último Ministro do Exército e ex-comandante da Força Terrestre, General Gleuber Vieira, hoje na reserva, me disse o outro dia que o Ensino é a joia da coroa do Exército. Deduzo que graças a esse ensino que dá conhecimento e formação, a Instituição não se afeta pelas turbulências políticas e sociais do país e muito menos pela decadência moral que nos destrói. Um ensino sempre atualizado, moderno e firme, com princípios e disciplina – que, aliás, é condição para êxito em qualquer atividade humana.
Esse espírito está presente, entre outros e além dos quartéis, nos colégios militares, na preparatória de Campinas, na Academia Militar das Agulhas Negras, nos institutos como o Militar de Engenharia, o CEP(Centro de Estudos de Pessoal), as escolas de sargentos, a de Saúde, a de Administração, a de Aperfeiçoamento de Oficiais, a de Comando e Estado-maior, a Escola Superior de Guerra. Outro dia visitei a AMAN e fiquei encantado. Escolas de ponta e de excelência na formação. Basta ver os resultados das avaliações em escolas públicas; os jovens dos colégios militares estão sempre à frente. O mérito está presente sempre. Quem chega ao topo da carreira é porque é muito bom.
Isso se passa no mesmo Brasil que tem escolas públicas quase abandonadas, desde a municipal do ensino básico até a universidade federal – e a droga presente em todo currículo, tão atuante quanto a militância política-partidária docente. Os resultados, em geral, são sofríveis e medíocres. Pesquisa recente do Movimento Todos pela Educação, entre o ensino médio, com jovens de 15 a 19 anos, mostrou que a maior preocupação dos alunos não é estudar, como se espera, mas com segurança: 85,2% dos entrevistados responderam que a aspiração deles na escola é ter segurança. Com 81,3% das respostas, outro atributo relevante na escola é ter professores sempre presentes.
Segurança e professor presente é algo óbvio e uma necessidade inexistente no ensino militar brasileiro. Ou na escola pública do Uruguai, do Chile, de Portugal, só para citar alguns próximos na geografia e na cultura. A diferença acontece no mesmo país, com o mesmo povo brasileiro. Por que não é possível que o ensino público civil tenha as mesmas características do ensino público militar? Falta de vontade? Falta de percepção, preguiça, ou intuito deliberado de não combater a ignorância para convencer mais facilmente o eleitor? Se o ensino fosse a joia da coroa do Brasil, seríamos um país com o mesmo cerne da instituição militar, a mesma força moral. O índice de confiança da Fundação Getúlio Vargas aponta as Forças Armadas em primeiro lugar. Será por quê? A resposta é: o Ensino que as forma.
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