quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Traficantes disparam contra Quartel da Marinha

Um centro de instrução da Marinha foi alvo de traficantes, no Rio de Janeiro.

De um lado a portaria do crime, do outro, a guarita do quartel da Marinha, a uma rua de distância, menos de dez metros. O flagrante é do Globocop, na manhã desta quarta-feira (6). A favela Kelson’s, na Penha, Zona Norte do Rio, é dominada por traficantes. A entrada principal é guardada por dois criminosos. Um homem, que estava atrás de uma barricada, segurava um fuzil.

Apenas um muro separa os dois do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, onde estudam centenas recrutas. O centro diz que forma praças para o exercício, na paz e na guerra, das funções previstas nas Organizações Militares da Marinha. Mas o absurdo da imagem vai além do que se vê.
Militares contaram que, em janeiro, um criminoso sentou no muro que separa o quartel da favela e, armado com uma pistola, ordenou que quase 500 recrutas parassem a atividade física, porque o barulho estava incomodando. Também há relatos de que criminosos atiraram contra o Centro de Instrução.

As informações estão num Inquérito da Marinha que investiga os episódios e deve ser concluído até o fim de fevereiro. O  G1, o portal de notícia da Globo, teve acesso ao documento. No dia 24 de janeiro foram pelo menos três disparos direcionados para o interior do Centro de Instrução. O instrutor e os alunos correram em busca de abrigo. Os tiros atingiram o gramado próximo à tropa e foram efetuados por um homem apoiado no muro. No mesmo dia, dois tiros atingiram o ambulatório naval. Um dos disparos passou a 30 centímetros de um cilindro de oxigênio, atingindo um leito de emergência. Ninguém ficou ferido.

Os militares também relatam que perceberam maior quantidade de armamento e grau elevado de agressividade dos bandidos, que realizam disparos a esmo ou para qualquer ponto que interpretem como ameaça.

Os ataques atingem justamente uma das forças convocadas para ajudar na segurança pública do Rio. Marinha, Exército e Aeronáutica participam de operações com as policiais do estado há seis meses.
“Colocamos o Exército para fazer tudo o que está fazendo, junto com Marinha e Aeronáutica. Fizemos o bloqueio terrestre e vamos fazer o bloqueio marítimo e depois vamos fazer um bloqueio relacionado a toda a parte aérea”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann em 31 de janeiro de 2018.

Nesta terça (6), o ministro da defesa não atendeu ao pedido de entrevista do JN.

A matéria completa é do portal G1, da Globo, neste link.

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