sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O Bom de Briga

Floriano Lott        


O rádio foi a pré-história da televisão. Naquele tempo todo pobre tinha lá seu rádio tocado a válvulas, uma coisa elétrica parecida com garrafas de cabeça para baixo. Até os rádios dos carros eram assim. Depois vieram os transístores, um tubinho de dois centímetros.
A classe remediada morava em ruas onde havia energia elétrica. Tinha um móvel igual a uma vitrine de nome cristaleira, mas neca de cristais dentro; quando muito, xícaras de porcelana. Todo rádio que não fosse de piso ficava em cima da cristaleira.
Já a classe média tinha bonde na porta de casa, cristaleira com copos de cristais, geladeira e ventilador.
Meio às programações radiofônicas tinham os esquetes, curtas peças de rádio teatro, coisa de cinco minutos, de um modo geral com cunho de crítica a alguma coisa, de uma maneira engraçada.
Lembro-me de um deles.  
Um cidadão contava para o amigo uma briga que tivera com um desafeto.  Dizia que o inimigo deu-lhe um soco no peito, mas ele se abaixou e o soco pegou na cara. Outro soco na cara, ele se esquivou e o soco pegou na orelha. Desferido um golpe na direção de seu nariz ele desviou e o soco pegou na boca, donde o sangue desceu queixo abaixo. A briga acabou e ele venceu.
Foi então que o amigo perguntou: com tanto soco que você levou, como você venceu? E ele: você precisa ver como a mão dele ficou vermelha.
Assim é o Lula. Está levando uma surra danada da Justiça e diz que está ganhando a parada. Seus defensores mais próximos são seu causídico, defensor de causas perdidas, o chefe da gang dos Sem Terra e o Lindberg Farias, ex-agitador da UNE.
Para completar a desgraça vêm as mulheres Dilma e Gleise. A pena deve ser proporcional ao delito. Dilma e Gleise é coisa demais da conta.
E ele se diz vencedor.
Imagina se ele estivesse com o Putin, o Trump, a Marina Rui Barbosa e a Juliana Paes.
Aí não ia ter para mais ninguém.

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